(C) M.I.R., Fev. 29, 2000



copyright (c)
L I N K S
Museu na Argentina totalmente dedicado a EVITA


V i o l a d o.

Atirado ao mar.

Fundeado nas águas do Río de la Plata.

Enterrado na ilha de Martín García.

Incinerado.

Destruído com ácido.

Cortado, mutilado, submetido a prácticas necrófilas.

Durante 16 anos, o destino do corpo embalsamado de Eva Perón foi um dos maiores mistérios da história argentina.




BEM VINDO a MINHA PÁGINA






O  MITO  Eva  Peron










VISITANTES :




Página dedicada a meus queridos pais







Homenagem linda a Eva Perón, a 50 anos de sua morte ... prematura e lendária ...





Estas são as imagens proíbidas de Eva quando tinha 18 anos ...



Brevemente será aqui publicado " A Razão da Minha Vida " !



FOTOGRAFIA DA SEMANA

VENDA NO E-BAY DE 250 ESMERALDAS EM ESTADO BRUTO OFERECIDAS POR EVITA A UM AMIGO EM MAIO DE 1952 !!!

ESTAS ESMERALDAS POR ARREBATADAS POR 500 MIL CONTOS EM MAIO DE 2006 !!!










--------------------------------------------------------------------------------

As inesgotáveis imagens da mesma mulher

--------------------------------------------------------------------------------

Desde a literatura, o cinema, a política, o ensaio de ideias, Eva, mulher e mito, é o objecto de intermináveis abordagens.

1935, Buenos Aires: Evita.

Parece um farrapito de gente, pálida, nem feia nem bonita, que usa roupa em segunda mão e repete sem parar as rotinas da pobreza. Como todas as outras, vive rendida às novelas do rádio, aos domingos vai ao cinema sonhando ser Norma Shearer e todas as tardes, na estação do comboio, vê passar o comboio rumo a Buenos Aires. Mais : Eva Duarte está farta, pois numa tarde sobe para o comboio, para não mais voltar. Tem sómente 15 anos.

Ela nada tem. Não tem pai nem dinheiro; não é dona de coisa alguma. Nem sequer tem uma memória que a ajude. Desde que nasceu no povoado de Los Toldos, filha de mãe amante e solteira, foi condenada à humilhação, e agora é uma de milhões entre milhões que já existem em Buenos Aires, sem nada de nada, em que os comboios todos os dias despejam mais uns quantos, sem nada de nada, multidão de províncianos de pêlo e pele tostada pelo sol, criados e criadas que entram na boca da cidade, e que são por ela devorados: durante a semana Buenos Aires mastiga-os e aos domingos devolve-lhes os martirizados pedaços.

Aos pés da grande arrogante de arranha-céus, altos cumes de cimento, Evita paraliza-se. O pânico não a deixa fazer outra coisa que não seja arrolhar as mãos, roxas de frío e a chorar de medo. Depois despe as lágrimas, cerra os dentes, agarra com força a mala de cartão e se funde na cidade que a vai devorar e muito mais tarde adorar. Mas na altura nada disso pode saber ...

"Minha família era peronista. Quando Evita esteve em Tucumán, inaugurando um hospital, foi uma emoção muito forte vê-la. Com essa beleza... Alguém se vai rir com o que vou dizer, mas ela foi muito importante para as pessoas. Quando morreu, sofreu-se muito. Os meus pais pediram-lhe óculos para a minha irmã, e chegaram depois dois pares."

Alicia Dujovne Ortiz, Eva Perón, La Biografía

"O melhor Perón, esse que sabia passar as calças e bater a mayonese, não era o Perón amado por Evita. Ela nunca o havia amado, só ao Peron imaginado. Não o chamava nunca de outro modo sem ser Peron: rara vez Juan Domingo, e muito menos Juancito. (...) A mal-amada no fundo era ela."

Jorge Luis Borges, "El simulacro" (fragmento)

"... o enlutado não era Perón e a boneca rubia não era a mulher Eva Duarte, mas tão pouco Perón era Perón, nem Eva era Eva, senão desconhecidos ou anónimos (cujo nome secreto e cujo rosto verdadeiro ignoramos) que figuraram, para o crédulo amor dos arrabaldes, uma crassa mitología."

Padre Hernán Benítez., confessor de Eva Perón, 1973.